Quadro de Avisos da Comunidade #4 – Sob o Eclipse
Bastidores da criação da arte de Dawnwalker
A Lua Cheia do Lobo selou um novo começo para The Blood of Dawnwalker, que agora entra em seu ano de lançamento.
No quadro deste mês, acompanhe os bastidores de como a nova arte principal de The Blood of Dawnwalker ganhou vida.

A nova arte principal fala, acima de tudo, sobre Coen e sua identidade como Penumbro. Seu braço direito segura firmemente uma espada com a inscrição "Peregrini Aurorae", o Peregrino da Aurora, um presságio fatídico acompanhado por uma balança, símbolo de equilíbrio e justiça. Já o braço esquerdo, marcado com runas mágicas, desafia as leis da natureza e se estende em direção a um reino proibido.

No entanto, o ponto de partida dessa ilustração foi outro: tudo começou pelo Vale Sangora, um lugar encravado nos Cárpatos. Sua paisagem, em uma paleta de laranjas quentes e com um eclipse marcante — símbolo da dualidade de Coen, o choque entre seu lado humano e seu lado vampírico — tornou-se o cenário por trás de Coen e definiu o tom de toda a obra.

Arte conceitual por Damian Bajowski
Ao observar o fundo com mais atenção, é possível notar detalhes como o Castelo de Svartrau e a Catedral, dois locais importantes que os jogadores descobrirão no Vale Sangora. Para conhecer mais da Catedral, assista ao vídeo "Gameplay Overview Part 2", lançado no ano passado, no qual é possível ver de perto essas altas torres e seus imponentes vitrais.

Com a vista do Vale Sangora pronta, o foco se voltou para Coen. Sua jornada é moldada por suas próprias ações — ou seja, pelas ações do jogador —, por isso era crucial escolher a pose certa.
"Eu queria algo dinâmico, natural e empolgante, que ao mesmo tempo sugerisse de forma sutil a natureza vampírica de Coen por meio da silhueta", explica o artista e designer Wojtek Fus.

Antes de começar os esboços, Wojtek explorou uma série de poses dinâmicas e referências de ação para definir o que pareceria mais crível e expressivo.
"Fiz uma sessão de fotos simples e até um pouco engraçada de mim mesmo, interpretando diferentes movimentos e gestos. Sentir o movimento no próprio corpo me ajudou a perceber como o peso se desloca e como a tensão surge naturalmente em meio à ação, o que foi fundamental para evitar rigidez e encontrar poses que realmente parecessem vivas e naturais."

Arte de capa final, criada por Wojtek Fus, em colaboração com Bartłomiej Gaweł (direção de arte), Ricky Ho (fundo) e Mateusz Ferenc (design gráfico).
Depois de muitas iterações, primeiro em 2D e depois em 3D, e de um extenso trabalho de detalhamento e polimento, chegou a hora da etapa final: focar na expressão e na narrativa visual.
"Coen é retratado em pleno combate, concentrado e determinado, com o brilho característico do olho vampírico intensificando a cena", acrescenta Wojtek Fus. Mas isso não é tudo o que se vê no olhar de Coen: há também dúvida, hesitação e incerteza sobre quem ele é e sobre o que pode se tornar...

Para encerrar o Quadro de Avisos da Comunidade deste mês, aqui vai uma pergunta do nosso Discord:
— O que significam as tatuagens/runas no braço de Coen? Algum tipo de corrente mágica ou um condutor para lançar feitiços?
"Condutor" é uma boa forma de chamá-lo. Para lançar feitiços mágicos nesse mundo, é preciso entalhar runas no próprio corpo para permitir que a magia "flua" por ele. Seus usos variam entre ofensivos, defensivos e até investigativos, como o feitiço Imposição de Alma que apresentamos em "Gameplay Overview Part 2".